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História da cidade do Colipo

Plínio, na sua “Naturalis História” refere a cidade de COLIPO entre as cidades da Lusitânia, situada a sul de
Aeminium (Aveiro) e de Conímbriga (Coimbra).

Os colonizadores romanos, na exploração de minérios e agricultura, construíram várias “villas”, centros
residenciais ou apenas casas senhoriais nesta região. Dentro destes pólos urbanos, Colipo foi um centro de grande
importância militar e administrativa devido à rica região agrícola em que se situava e à proximidade dum
porto natural de mar, hoje chamado Paredes.

Podemos imaginar assim o grande tráfego na via romana entre Colipo-Maceira-Pataias e Paredes,
quer no sentido de Colipo-Roma, quer no sentido desta para Colipo.

Pelos documentos conhecidos, quase todos monumentos funerários, a opinião mais consensual
é que a cidade de Colipo se situava na actual Quinta De S. Sebastião do Freixo, a 8 km a sul de Leiria,
no actual lugar de Andreus, a escassos 500 m da povoação do Casal do Alho, onde começa a freguesia e
concelho da Batalha. No topo da elevação, entre buracos de escavações semi-abandonadas, ergue-se o marco geodésico, a 243 m de altitude.

Foram realizadas diversas escavações na área tendo sido descobertos alguns vestígios cerâmicos, sigilata,
materiais de construção, algumas moedas e estátuas romanas, sendo a mais notável a de um senador romano,
que se encontra provisoriamente em exposição na Câmara Municipal da Batalha.
Posteriormente, será transferida para o futuro Museu da Batalha, em construção.

Origem dos nomes dos quartos

 

Suite Antoninus Pius. Imperador romano conhecido por «Pai do Povo», governou 23 anos (de 138 a 161 DC), exactamente um dos
períodos mais felizes da história de Roma.
Na parede da Igreja de Nossa Senhora da Pena, em Leiria, encontra-se uma inscrição honorífica, talvez base de uma estátua,
onde é feita a exaltação deste imperador pelo Senado de Colipo, em 167.
Foi encontrada na Cidade do Colipo uma estátua em honra a este Imperador que estará em exposição no futuro Museu da Batalha.

Suite Liberia Gala. Tratava-se da flamínia ou flamínica de Évora, ou seja, da sacerdotisa que ajudava o
flâmine ou era a mulher deste.
O flâmine era o sacerdote da antiga Roma encarregado de soprar o fogo sagrado.
A missão dos flâmines e das flamínicas dizia respeito às divindades oficiais e ao chamado culto imperial,
organizado a nível de cidade ou de província. Falecida e sepultada em Colipo, a sua inscrição funerária é uma
homenagem de cinco libertos que ficaram a dever a carta de alforria à sua antiga patrona.

Quarto Marcus Cassianus. Da tribo Quirina, morreu com 32 anos e desempenhou funções no município de Colipo.
A sua inscrição funerária foi descoberta em S. Sebastião do Freixo durante os trabalhos de preparação para a vinha.

Quarto Corintus. Era um escravo de Hélvio Filipe, natural de Colipo.
O seu epitáfio foi descoberto em Roma e ignora-se o seu actual paradeiro.
A tradução portuguesa da inscrição latina diz: «Vítor e Céler mandaram levantar, à sua custa, (este monumento) à memória de seu irmão Corinto,
escravo de Hélvio Filipe, que era natural da Lusitânia, do município de Colipo, e morreu com 21 anos de idade».